Blog do jovino machado


12/08/2011


DELICADEZA

 

Jovino,

 

 

Delicadeza, passeávamos de mãos dadas entre Gaudí e Miró. Nosso desejo eram tatuagens sobre nossos corpos de chamas catalãs. No principio não havia nada, só você sentado no banquinho da minha cozinha, ouvindo Chico Buarque e tomando vinho francês. Tênis All céu, All Star entre o branco e o preto ! Vontade de escutar poesia na cama com a morte, com o Glauber, com você !

 

 

Claudia Antunes Oliveira

 

Escrito por Jovino Machado às 17h00
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26/07/2011


DEUS E JOVINO NA TERRA DO SOL

 

 

Ana Elisa Ribeiro

 

O panteão de Jovino Machado, poeta mineiro, parece uma festa. Deuses e diabos brindando num terreiro imenso. Talvez uma rave, cheia de pílulas excitantes, em estão presentes Hércules a cavalo, Oxum, Oxóssi, o Deus católico, São Judas, Platão e Iemanjá, pra equilibrar os níveis de testosterona do ambiente. É nessa mesma festa que deus ( com minúscula, como o diabo ) se prepara para enfrentar Rin tin tin e os despachos são encontrados na ponta da caneta do poeta. Todo esse ecletismo, ou ecumenismo, ou, ainda toda essa dúvida, faz parte dos poemas do Balacobaco, oitavo livro de Jovino, lançado, em uma bela e negra edição, pela Orobó edições, de Belo Horizonte. Balacobaco é dividido em três partes, bem distintas, que podem ser, também, consideradas os três grandes poemas do livro : Sua pele, Balacobaco e Candomblezado. A primeira parte traça uma comparação entre a pele de um afeto do poeta ( eu lírico ? ) e uma série de eventos ao longo da vida dele, culminando com " o ano em que adiei meu suicídio / e mergulhei no reino da luz ". A segunda parte é uma sequência surpreendente e quase exaustiva de atritos e navalhadas entre deus e o diabo. Tal sequência, em que abunda a assonância do fonema / d /, poderia ter se tornado cansativa, não fossem as surpresas divertidas que ela guarda, como " deus é o diabo do diabo ". A terceira e última parte aproxima-se dos orixás e da cultura negra. É nessa parte que Iemanjá se sacode na frente do espelho e os frangos de encruzilhada são colocados no caminho. O incômodo de Jovino Machado com deuses e diabos não é de hoje. Confiram-se essa teofagia e essa diabofagia em outros livros do poeta, pelo menos em Disco ( 1998 ) e Samba ( 1999 ), sendo que este é uma coletânea dos seis volumes anteriores. Venha ler neste terreiro.

 

Ana Elisa Ribeiro é poeta e professora. Publicou os livros Poesinha ( Poesia Orbital, 1997 ), Perversa ( Ciência do acidente, 2002 ) e Fresta por onde olhar ( Interditado, 2008 ).

 

 

 

 

Escrito por Jovino Machado às 20h35
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21/07/2011


FRATURA EXPOSTA

 

Este poema é um grito. Este poema é um desabafo. Este poema é uma constatação de impotência, um chamado, uma declaração de ódio e de amor. Este poema não mede consequências, este poema não espera condescendência, este poema não aceita condolências. Este poema é um pedido de socorro, uma mensagem numa garrafa lançada dentro de um bueiro, uma pichação debaixo de um pontilhão. Este poema é uma manifestação de guerra, de dor, de desespero, de esperança. Este poema quer dizer, este poema quer falar, este poema diz e fala. Este poema é ela, não é ele. Este poema não é ele um poema e sim é ela, ela mesma, a Poesia em pessoa. Este poema é a poesia, resume toda a poesia. A poeta que existe neste poema, a poeta encerrada nestas páginas, a poeta prisioneira da " cidade da solidão ", ela é quem senão a própria poesia ? Esta poeta só poderia ter sido concebida por Jovino Machado, um poeta que vem de Minas Gerais. Não é mais possível escrever poesia a não ser em Minas Gerais. Nunca foi. Em Minas vivem alguns de meus poetas preferidos, só mesmo em Minas Gerais eles poderiam existir. Não vou dizer quem são eles, pois vocês aí sabem quem são. Jovino Machado é um deles.

 

 

Joca Reiners Terron

 

São Paulo, inverno de 2005

 

 

 

 

 

Joca Reiners Terron nasceu em Cuiabá, em 1968, e vive em São Paulo. Foi editor da Ciência do Acidente, pela qual publicou o romance Não há nada lá ( 2001 ) e os livros de poemas Eletroencefalodrama ( 1998 ) e Animal anônimo ( 2002 ). É autor também de Hotel Hell ( Livros do Mal, 2003 ), Curva de rio sujo ( Planeta, 2003 ), Sonho interrompido por guilhotina ( Casa da Palavra, 2006 ) e Do fundo do poço se vê a lua ( Companhia das Letras, 2010 ) Nota: o texto acima foi escrito originalmente para as " orelhas " do livro Fratura Exposta de Jovino Machado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Jovino Machado às 16h37
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14/07/2011


TRAÇOS DE UMA INESQUECÍVEL TERTÚLIA

     Na tarde do dia 27 de novembro de 2010, alguns amigos e colegas do poeta e jornalista Alécio Cunha atenderam à convocação para um encontro no bar do Nonô, bairro Carmo, para minimizar um pouco da saudade deixada pela lamentável e precoce partida de Alécio, aos 40 anos, no ano anterior. Foi uma tarde ensolarada e animada, regada a cerveja, pinga, poesia e muita prosa, incluindo música, cinema e literatura - bem ao estilo aleciano. Vez por outra, a cada nome de ator não lembrado do papo cinematográfico, trecho de poema recitado ou estilo musical mencionado, um brinde era feito - não necessriamente pelo grupo inteiro, mas por aqueles dois ou três que discutiam na mesa assuntos pulverizados por conversas de toda sorte. Flagrei ainda alguns brindes solitários, sussurados entre o copo e a garrafa e um olhar lançado para cima. Enquanto os dois primeiros eram mais festivos, este era mais silencioso, comovente. A turma estava devidamente capitaneada por Márcia Queiroz e iluminada pela lúdica presença do filho João. Além de Coca-Cola e petiscos, João solicita ao garçom parte do bloco de pedidos e, de posse de uma caneta vermelha, começa a produzir vários desenhos daqui e dali. Quando as pessoas se dão conta, percebem que são elas mesmas que têm suas fisionomias sendo incorporadas aos traços de João. O filho de Alécio e Marcinha simplesmente desandava a produzir caricaturas dos presentes sob a forma de animais e logo a produção artística unificou os assuntos da mesa - não só em função da qualidade dos desenhos, mas devido também à pergunta com a qual João foi bombardeado várias vezes : por que tal pessoa fora associada a determinado animal ? Jovino Machado, um sapo. Adriana Versiani, formiga. Simone Neves, cobra. Ricardo Teixeira de Salles, tartaruga. Mário Alex, lagartixa e assim sucessivamente, incluindo alguns momentos curiosos, como transeuntes anônimos que passavam por ali, além de primeiros esboços. Aqui, o meu caso serve como exemplo intrigante : na primeira versão, a mim foi atribuído o desenho de um lobo, mas depois o veredicto gráfico do artista a mim foi um carneiro... com cara de lobo ! ( Ou seria um lobo em pele de carneiro ? ) De uma forma ou de outra, ou melhor, seguindo várias formas e bichos, o resultado produzido por João tem um misto de irreverência, sagacidade e observação. Não é à toa que, por exemplo, o desenho dos transeuntes, estranhos ao autor, não tem, digamos, uma animalidade definida, sendo mais monstruosos do que os amigos da mesa, que com muito afeto e humor eram associados aos seus respectivos bichos. Entre gargalhadas e piadas recíprocas dos presentes, cada um comentando e fazendo suposições das razões que o levaram a ser traçado e troçado como tal animal, eu me lembrei de que a primeira música composta - solo - por Noel Rosa, cujo centenário de nascimento ( 11 de dezembro de 2010 ) se aproximava daquela data do encontro, foi precisamente Festa no Céu, em que coloca a bicharada para fazer uma farra nas alturas. De lá, ou de onde for, certamente Alécio terá aprovado esta farra dos bichumanos na fantástica Terra de João, ainda mais se considerarmos, para a ocasião, os apropriadíssimos versos alecianos de Água Forte:

palavras são riscos

grafite pintada em tons tristes

então olhas o outro

revolução dos pincéis

as cores mudam

desnudam o sentido

exato dos astros

tua boca sorri

                                             ( de Lírica Caduca, 1999 )

Nísio Teixeira

Professor de Jornalismo da Fafich / UFMG e jornalista. Atualmente colabora no site de cinema Filmes Polvo www.filmespolvo.com.br

 

                                          

 

 

Escrito por Jovino Machado às 19h52
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26/06/2011


DE MARCELO MIRISOLA PARA JOVINO MACHADO

 

Livros 

 

 

Oi Jovino,

 

Recebi seus livros e o jornal A Parada. Gostei mais das poesias do Cor de Cadáver.

 

 

Entrevista no Cronópios 

 

 

Oi Jovino,

 

 

Até agora : 1580 visitas. Tá em primeiro lugar. Só faltou dizer que eu tenho o pau grande. Não sei como você vai fazer, mas seria interessante passar essa informação para as suas alunas de 17 e 18 anos.

 

 

Ninfetas

 

 

Ah, tá. Todas as mulheres do mundo deviam ter 19 anos. Agora quero ler a entrevista do Reinaldão.

 

 

Comida

 

 

Você tem restaurante ? Me ganhou. Quero comer torresmo mineiro.

 

 

Minha Nina

 

 

A primeira lembrou uma música do Moska ( ? ) que ele contrapõe a porralouquice do " autor " e a caretice da mulher por quem se apaixonou. Essas mulheres, a meu ver ( que a poesia e o poeta me perdoem ) são as melhores. De resto, no alvo.

 

 

Pro dia nascer feliz

 

 

Jovino, esse trio, Vanusa, Antônio Marcos e Débora Duarte são uma das coisas mais bonitas dos anos setenta. Mais o Belchior e as manhãs de setembro, é claro. Abração e ótimo domingo pra você.

 

 

MM

Escrito por Jovino Machado às 23h06
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20/06/2011


DE CARLOS HERCULANO LOPES PARA JOVINO MACHADO

 

Meu caro Jovino,

 

 

Das várias oportunidades que tive de ir à Montes Claros - a maioria delas participando de eventos literários - pude conhecer e conviver com vários autores da cidade. Em uma das minhas idas por lá - creio que em outubro passado, quando fui falar para os alunos do " Indyo ", tomei conhecimento do seu trabalho, agora já não me lembro através de quem; mas sei que li um poema seu. Senti em "Saciedade dos poetas vivos " - que agradeço a sua gentileza ao enviá-lo a mim -  um grande salto na sua poesia, em relação ao livro anterior : ela está mais solta, leve, segura e você com mais firmeza manejando o leme. Por outro lado o livro ficou muito bem feito, e tem muita gente boa participando. Fiquei muito contente com a sua presença no lançamento de O último conhaque.

 

 

Um grande abraço e a amizade do,

 

 

Carlos Herculano Lopes

BH. Julho 1995

Escrito por Jovino Machado às 15h42
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19/06/2011


FELIZ ANIVERSÁRIO CHICO BUARQUE

 

FUTUROS AMANTES

 

Não se afobe, não

 

Que nada é pra já

 

O amor não tem pressa

 

Ele pode esperar em silêncio

 

Num fundo de armário

 

Na posta-restante

 

Milênios, milênios

 

No ar

 

E quem sabe, então

 

O Rio será

 

Alguma cidade submersa

 

Os escafandristas virão

 

Explorar sua casa

 

Seu quarto, suas coisas

 

Sua alma, desvãos

 

Sábios em vão

 

Tentarão decifrar

 

O eco de antigas palavras

 

Fragmentos de cartas, poemas

 

Mentiras, retratos

 

Vestígios de estranha civilização

 

Não se afobe, não

 

Que nada é pra já

 

Amores serão sempre amáveis

 

Futuros amantes, quiçá

 

Se amarão sem saber

 

Com o amor que eu um dia

 

Deixei pra você

Escrito por Jovino Machado às 13h43
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13/06/2011


DE MILENA DE ALMEIDA PARA JOVINO MACHADO

 

meu encanto

 

tem a cor da flor de prata

 

que chegou pelo correio

 

na promessa de " ano bom "

 

dia em que me encontrou o poeta

 

e adivinhou em versos

 

a nossa comunhão

 

 

beijo  

 

                    Milena

 

 

Milena de Almeida nasceu em Belo Horizonte em 1980. Jornalista e editora da MININAS, publicação de bolso de literatura e artes visuais. A revista, gratuita, é distribuída em BH, São Paulo e Paris.

Escrito por Jovino Machado às 17h16
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10/06/2011


DE GLAUCO MATTOSO PARA JOVINO MACHADO

 

SP - 12 / 1992

 

Jovino : 

 

Obrigado pela revista e pela carta. Quanto à revista de cara é igual a todas as outras publicações do gênero, mas o conteúdo varia conforme as cabeças de quem edita & colabora. A sua cabeça, p. ex. parece bem " arejada " & jovial, apesar do tom meio deprê dos teus poemas ( o que não lhes tira o mérito, só analiso o estado de espírito ). Mas já que você diz que sentiria " alegria " com um livro meu, entãovamos melhorar o teu astral. Não precisa pagar nada ( em $ ), exceto me retribuindo com o formato do teu pé no papel como este. Acha estranho ? Pois é, pra ser meu amigo tem que compartilhar ( ou pelo menos não estranhar ) certos gostos esquisitos meus. Mas como você é mineiro e os mineiros têm uma sensibilidade especial no pé ( quem diz isso não sou eu, são os mineiros ) vai entender minha sensibilidade do nariz e da língua quanto ao pé. Claro que, pra entender mesmo, cê teria que ler minha " autobiografia ", da qual tenho exemplar disponível, caso queira. Bem, voltando aos poemas, gostei deles, apenas não costumo comentar por escrito o mérito literário de outros autores. É costume meu. Quanto à sua paixão pela paulicéia, é fundamentada ( isto é, você conhece a cidade ) ou uma afeição à distãncia ? Esta cidade é meio ingrata com quem a ama ( como eu ). Finalmente, cumprimentos ao seu professor pela mentalidade atualizada. A propósito : você lia tudo que eu escrevia na Chiclete ? Se lia, já tá vacinado ...

 

 

Abracadabraço do Glauco

 

 

Glauco Mattoso é autor dos livros de sonetos : Paulisséia ilhada, Geléia de rococó e Centopéia, entre outros. Editou o Jornal Dobrabil.

Escrito por Jovino Machado às 17h27
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06/06/2011


DE RADUAN NASSAR PARA JOVINO MACHADO

 

Jovino, li no dia da criação com uma ponta de inveja. Não vou disputar com você a primazia de ter sido o último, mas, à tua frente, lembra ?, era eu o penúltimo da fila. Por essa proximidade nas origens, e de tanto subir e descer ladeiras, senti boa parte dos teus poemas como se fossem um pouco meus. Não esquecer : deus continua em crise, prenons garde !, pelo menos até que a gente se salve daqui.

 

Obrigado pelo Samba e um abraço de amigo ( nada urbano ),

 

SP, 13.03.01

 

 

Raduan Nassar é paulista de Pindorama, onde passou a infância. Adolescente, veio com a família para São Paulo, onde cursou Direito e Filosofia na USP. Exerceu diversas atividades, estreando na literatura em 1975 com Lavoura arcaica. Três anos depois, publicava a novela Um copo de cólera. Em 1997 publicou o volume de contos Menina a caminho. Apesar do êxito incomum que os livros alcançaram, Raduan Nassar abandonou a literatura.

 

Escrito por Jovino Machado às 16h49
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04/06/2011


DE AROLDO PEREIRA PARA JOVINO MACHADO

 

Rio - RJ - 3 horas  da madrugada - 20 - 06 - 1983

 

Oi Jojô, tudo bem minino ?

 

Tô aqui já com sono, mas vou te escrever antes de ir dormir. Já escrevi 3 cartas. A sua é a quarta. Fui na estréia do Gente Festeira lá em B. Lô no Teatro Francisco Nunes. Foi legal. Tinha uma tremenda platéia. O Tino tava soltíssimo e fez a festa. A banda q. tá tocando com ele é muito boa. Ele fez uma homenagem muito bonita ao Hermes de Paula. A moçada de B. Lô adorou o show.

 

Beijos pro Matias Barbosa.

 

Sábado passado fui ao show do Kiss no Maracanã. O show foi ensurdecedor. A banda fez um barulho da porra. Expolodiu canhão e o cacete. Zoeira total. Mas o Maraca tava tão cheio q. não tinha espaço nem pra dançar. Parecia mais um super formigueiro. O Herva Doce abriu o show pro Kiss. O Maracanã em peso cantou Herva Venenosa. Tremenda doidera.

 

Caê e Mick Jagger na Manchete foi ótimo.

 

Peninha, o baterista do Herva, chegou pra mim e perguntou: Cê viu quem fechou nosso show. Risada geral. Cheguei de madrugada do show UNS do Caê no Canecão. Hoje o Caê encerrou a temporada carioca e por esses dias ele viaja pro exterior. Vai fazer uma turnê européia. Maior luxo. O show do minino tá lindo. Ele tá arrasando ! Abriu o verbo no show : meteu o pau na crítica, na caretice, em nós, no Brasil, nele próprio, no Tárik, no falso moralismo e fechou. Falou palavrão a pampa ! 1 barato. O Moreno cantou com ele e foi lindo. Tava tudo incrível, bicho. Djavan  tava lá, Elba Ramalho, Regininha Casé, a moçada do Barão Vermelho ( o Caê cantou uma música deles ) todos os atores da Globo, Aroldo Pereira e mais uma pá de gente linda. Tô com umas fotos chocantes pra te mostrar. Tem Caê com Bruna, Caê e a Glória ( a Píres ), Caê sozinho, Bethânia e Lídia Brondi. 1 barato as fotografias. 3 é ruim, 2 é bom, UNS é demais. Tô levando uma lembrancinha de UNS procê. Tchau. Vou dormir agora. Te gosto. Beijos procê,Gabriel, Mauro, Liz, Ray, Big, Célio, Row, Vitório, Márcio, Sidney, Poeta, Zacarias e todos.

 

Lhes amo.

 

Aroldo Pereira.

 

 

Aroldo Pereira nasceu em Coração de Jesus ( MG ) e mora em Montes Claros. É curador e inventor do Salão Nacional de Poesa Psiu Poético. Publicou os livros de pemas : Azul Geral, Cinema Bumerangue e Parangolivro, entre outros.

Escrito por Jovino Machado às 10h20
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01/06/2011


DE MARIA RITA KEHL PARA JOVINO MACHADO

 

Oi Jovino,

 

Gostei dos seus poemas pelo lirismo sincero ( coisa rara num poeta ), pela extrema juventude que pulsa neles, pela veia moderna, a la Bandeira que encontro nos poemas mais contidos, pela ternura drummondiana e de outros mineiros. Você é um poeta que fala ao coração, e sua inspiração é verdadeira.

 

Boa sorte.

 

14 de julho de 1994

 

Maria Rita Kehl é psicanalista, poeta e ensaísta. É autora dos livros de poemas : Imprevisão do Tempo, 1979, Editora Pindaíba; O Amor é uma Droga Pesada, 1983, Editora Vertente e Processos Primários, 1996, Estação Liberdade. Escreveu diversos artigos para a Revista Playboy e outras publicações.

 

Escrito por Jovino Machado às 18h02
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30/05/2011


DE REINALDO MORAES PARA JOVINO MACHADO

 

Jovino, puta merda, que e-mail do caralho. Não pelos elogios, juro, embora eu seja tão sensível a elogios quanto qualquer escriba que a gente conhece ou virá a conhecer. Ou como qualquer go-go-girl do love story. Esse negócio de estabelecer pontes virtuais com leitores é um dos grandes baratos dum livro, qualquer livro. Não me refiro ao barato de escrever. Esse basta a si mesmo. Tesão é encontrar alguém que foi na onda junto com você, página a página. Meio óbvio isso. Mas é o lance que despeja litros de adrenalina na sua - - minha, no caso - - corrente sanguínea. Claro que não é pra isso que eu escrevo. Acho que não é. Sei lá. Talvez eu seja o meu próprio traficante de adrenalina - - ou se outras substâncias que respaldam quimicamente um elogio. Não sei porque eu escrevo. Você sabe ? Acredito que ninguém sabe - - mesmo quem imagina que está escrevendo pra ganhar a vida. 99% dos escribas se equivocam redonda ou poligonalmente a esse respeito.

 

O que devo fazer, Jovino ?

 

Me manda as perguntas num e-mail, que eu vou respondendo à la mesure.

 

Você vai achar esquisito esse horário aqui. Madrugão brabo. Eu também acho. Tô voltando duma cervejada forte, depois de ter gravado mais um FOGO NO RÁDIO, programa que você pode ouvir na RÁDIO UOL, grátis. Claro, quem ia pagar pra ouvir aquela abobrinhada do cacete ?

 

Abraços matinais.

 

12 de março de 2010 - 5: 58: 03

 

 

Reinaldo Moraes é autor dos livros: Tanto faz, Abacaxi e Pornopopéia, entre outros.O programa Fogo no Rádio pode ser ouvido no http://www.radio.uol.com.br/#/programa/fogo-no-radio

Escrito por Jovino Machado às 22h12
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27/05/2011


DE ANA F. PARA JOVINO MACHADO

 

Bom dia, Jovino !

 

Vou fazer do jeito que você faz, enumerando e tals :

 

1: Foi lindo te ver hoje.

 

2: Eu tava morrendo de vergonha.

 

3: Bobeira minha, eu sei.

 

4: Mas, desde que peguei o ônibus

 

5: lá na Antônio Carlos, eu já tava com um frio na barriga.

 

6: Eu já sabia que você era gentil, delicado, inteligente e engraçado.

 

7: Mas você é mais ainda do que eu pensava.

 

8: E você é lindo.

 

9: E tem o sorriso largo.

 

10: Nem deu tempo da gente conversar direito.

 

11: É uma merda que eu tenha ido embora.

 

12: Mas tinha que ir.

 

13: Repito o convite.

 

14: Aqui em Mateus Leme

 

15: tem sempre uma serra

 

16: pra gente subir.


 

13 de fevereiro de 2010

 

 

A poeta Ana F. é libriana e nasceu em 1990. Cursa Biologia na UFMG e tem poemas publicados neste blog, na revista eletrônica www.germinaliteratura.com.br, no jornal A Parada e no site www.cronopios.com.br Seu violão se chama Leminski. Em 2010 publicou o livro Amarelo.

Escrito por Jovino Machado às 20h13
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21/05/2011


7 PERGUNTAS PARA JOVINO MACHADO

 

01: Quem é Jovino Machado ?

 

Eu sou sambista.

 

Um louco metódico.

 

Um bêbado chic.

 

02: O que é poesia ?

 

Poesia é o que a musa diz entre o oi e o tchau.

 

03: O que é beleza ?

 

Beleza é a boca de Naiara, os olhos de Claudinha, o sorriso de Ana Gusmão, os seios de Maria Clara.

 

04: O que é prazer ?

 

Prazer é chegar na gafieira e assistir o sorriso de Ana Gusmão, no momento que ela inclina a cabeça, oferecendo o pescoço para os meus caninos de vampiro.

 

05: Porque você se veste sempre com roupas pretas ?

 

Faz parte da construção de minha persona pública.

 

06: 10 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer ?

 

Ganhar o Nobel.

 

Comprar um tamborim.

 

Ganhar o Oscar.

 

Comprar um chapéu panamá.

 

Fazer Pluft, o fantasminha no teatro.

 

Terminar de ler as obras de Dostoiévski.

 

Derramar um copo de uísque no túmulo de titia Hilda Hilst.

 

Pegar uma linda do Moulin Rouge.

 

Ter um time de futebol e jogar com a camisa 11 em homenagem ao Romário.

 

Dançar muitas gafieiras com Ana Gusmão.

 

Dançar uma gafieira com Penélope Cruz que eu quero carregar.

 

Beber um Cote du Rhone com Ana Gusmão em Paris.

 

Beijar de novo a dançarina de pole dance.

 

Envelhecer.

 

07: Como gostaria de morrer ?

 

Quero morrer no dia 3 de agosto de 2043 com 80 anos. Quero morrer depois de comer uma feijoada e tomar 20 chopes. Quero morrer depois de um orgasmo fulminante com uma menina cor de cadáver e cabelo amarelo que vai nascer no dia 7 de outubro de 2025. Será um petit mort eterno ... rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs !!!

Escrito por Jovino Machado às 07h35
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20/05/2011


7 PERGUNTAS PARA ANA ELISA RIBEIRO

 

01: Quem é Ana Elisa Ribeiro ?

 

Com esse nome, é a professora e, há mais tempo, a escritora. Se puser um Ferreira no meio, eu não entendi ainda.

 

02: O que é o amor ?

 

Gosto da definição psiquiátrica de um médico das antigas: uma doença mental. De resto, não sei. Talvez alguma coisa difusa que me tenha acometido uma ou duas vezes.

 

03: Nas primeiras linhas do Werther de Goethe, o personagem principal está dentro de uma carruagem com amigos. Eles estão indo buscar a Charlotte para uma festa. Alguém diz para o jovem Werther : " Não vá se apaixonar, porque a moça é comprometida ". É exatamente neste momento que ele se apaixona. É fácil perceber claramente o momento em que um homem se apaixona por você ?

 

Nunca consegui ter clareza dessas coisas. É preciso ser óbvio. E eu gosto é de pedidos, não adianta vir com demandas de inferências. Se beijar sem pedir, eu mordo. Quando um cara se apaixona por mim é porque ele quer desafio. Logo depois ele desiste. Ou eu.

 

04: É difícil desfilar na passarela do seu coração ?

 

É. Não tem passarela lá. Tem garimpo.

 

05: Você beijou todas as bocas que quis beijar ?

 

Não, mas não ligo. No entanto tive a sorte de beijar uma que deixou rastro para sempre. Acho que vivo à procura dela.

 

06: 10 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer ?

 

Morar em Buenos Aires.

 

Morar dentro de um livro.

 

Ter uma biblioteca maravilhosa.

 

Ver meu filho se transformar num cara legal.

 

Beijar meus pais.

 

Abraçar meus irmãos.

 

Dar as mãos aos meus amigos.

 

Trabalhar em uma universidade que funcione bem.

 

Conquistar de vez um ex.

 

Dirigir.

 

07: Como gostaria de morrer ?

 

De um jeito rápido, qualquer um que seja : acidente, tiro, infarto, choque. Só não quero ficar doente e naquela lengalenga que parece castigo.

Escrito por Jovino Machado às 17h48
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19/05/2011


7 PERGUNTAS PARA WILMAR SILVA

 

01: Quem é Wilmar Silva ?

 

Poema.

 

02: O que é poesia ?

 

Metamorfose.

 

03: O que é vida ?

 

Poesia.

 

04: Uma música que você adora ?

 

O assobio de meu pai chegando do Cachaprego.

 

05: Tem mais poesia no peito de quem chora ?

 

E o que chora ?

 

06: 10 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer ?

 

Renascer 10 vezes 100 vezes 1000 vezes infinitamente renascer.

 

07: Como gostaria de morrer ?

 

Ressuscitando.

Escrito por Jovino Machado às 16h31
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15/05/2011


7 PERGUNTAS PARA CAROLA SAAVEDRA

 

01: Quem é Carola Saavedra ?

 

Uma escritora.

 

02: O que é arte ?

 

Qualquer coisa que a gente enxergue como arte.

 

03: O que é literatura ?

 

O que a gente lê como se fosse literatura.

 

04: O que é a arte de escrever romance ?

 

É a arte de dizer o que não sabemos que sabemos, seguindo uma série de regras misteriosas e indefinidas.

 

05: Você beijou todas as bocas que quis beijar ?

 

Não, nunca foi a minha intenção.

 

06: 10 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer ?

 

Citaria uma : viver. Serve ?

 

07: Como gostaria de morrer ?

 

Prefiro não morrer, ao menos por enquanto.

Escrito por Jovino Machado às 08h22
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14/05/2011


7 PERGUNTAS PARA DANIEL BILAC

 

01: Quem é Daniel Bilac ?

 

Nasci em 1986, em Belo Horizonte.

 

É onde vivo, estudo e trabalho como artista plástico.

 

Não sou parente do Olavo.

 

02: O que é desenhar ?

 

A noção intuitiva de que desenhar é fazer uma marca sobre uma superfície me parece muito boa, talvez falte apenas abrangência. Acredito que o desenho seja o conjunto das derivações formais e conceituais das suas unidades básicas: ponto, linha e plano. Marcar, escolher, riscar, delimitar, organizar, arranhar, assinalar, traçar, etc.: são todos verbos ligados ao desenho, todos muito assertivos. Essa vocação corajosa de tentar organizar e entender o mundo faz com que o desenho se aplique em áreas variadas: desenho técnico, cartografia, design, arquitetura e arte, por exemplo. O exercício do desenho ( desenhar ) pode ser mais diverso ainda. No meu caso, que não se aplica como regra geral, desenhar é um movimento duplo de estabelecer a ordem e ao mesmo tempo infringi-la.

 

03: O que é a arte de editar um jornal literário ?

 

Não acho que editar um jornal literário possa ser chamado de arte, embora, eventualmente, em casos específicos, alguns procedimentos sejam assemelhados a processos da arte. Talvez seja algo que possa se aproximar, de uma certa maneira, a dois modos de fazer típicos da arte: ao desenho, porque propõe, enumera, diagrama, determina etc, e à colagem, porque sobrepõe, reúne, remonta, rearranja etc.

 

04: Porque o A Parada acabou ?

 

Em 2004, o A Parada começou porque havia um grande desejo coletivo, uma disposição para e contra tudo. Porque queríamos ( ao menos alguns de nós ) um dia ser a Bossa Nova, o expressionismo abstrato americano, a semana de 22, a geração de 45. Porque essa era uma pretensão absurda que nos dava vertigem, porque tínhamos todo o tempo do mundo e ainda assim tudo era urgente. Em 2010, o A Parada acabou porque Valquíria e eu temos um profundo respeito pela sua história e por nós mesmos.

 

05: Você tem medo da morte ?

 

Não entendo de morte.

 

06: 10 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer ?

 

No momento, minha cabeça está ocupada com as dez coisas que gostaria de fazer até a semana que vem, mas não acredito que alguém vá achar essa lista tão interessante.

 

07: Como gostaria de morrer ?

 

Vide 05.

Escrito por Jovino Machado às 11h14
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13/05/2011


7 PERGUNTAS PARA CAROL VIVEIROS

 

01: Quem é Carol Viveiros ?

 

Uma menina mulher na busca eterna pelos prazeres da vida ! Que vive intensamente cada momento ! Que se entrega ao que acredita ! Que detesta rotina !

 

02: O que é o amor ?

 

O amor é uma flor roxa que nasce no coração do troxa ( não podia deixar passar sem essa ! hahahaha ) Amor é entrega ! É sensação. Arrepios. Coração disparado. Emoção ! É uma energia boa. É desejo. É vontade de ficar perto.

 

03: O que é teatro ?

 

Ar ! Alegria, exaltação, prazer, dor, amor, surpresa, experiências inesperadas.

 

04: O que gosta de dizer no ouvido da pessoa amada ?

 

Com um beijinho no cangote, o mais óbvio: te amo ! =)

 

05: Você é uma atriz que canta ou uma cantora que representa ?

 

Loading ... rs. Estou em busca de aperfeiçoamento sempre ! Teatro faço há muitos anos, já a música sempre esteve presente na minha vida, mas não me atrevia a expô-la. Estou gostando da experiência de ser uma atriz que canta. Quem sabe me torne uma cantora que representa ? Tenho muita vontade de fazer musicais ! E este sonho se aproxima a cada dia !

 

06: 10 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer ?

 

Saltar de para-quedas.

 

Visitar e mergulhar em Fernando de Noronha.

 

Atuar num filme gravado em Hollywood. De preferência com a Angelina Jolie. =)

 

Comprar uma casa pra minha mãe !

 

Ser mãe.

 

Casar de vestido branco, tapete vermelho, daminhas de honra e com uma festa com tudo que tenho direito !

 

Viajar pela Europa, Ásia, África, Américas e Oceania.

 

Fazer um passeio de balão com alguém especial.

 

Cantar com um grupo a capela.

 

Atuar num musical da Brodway.

 

07: Como gostaria de morrer ?

 

De uma forma rápida ! Sem dor.

Escrito por Jovino Machado às 15h58
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