08: Qual é a melhor coisa de trabalhar com os Satyros?
A segurança de estar entre amigos, dividir a cena com pessoas que posso contar na vida e que podem contar comigo sempre; a liberdade pra criar e conversar.
09: Você aceitaria um convite para posar nua para a Playboy? O que pensa sobre isso? É um trabalho como outro qualquer?
No meu caso, não seria nada conveniente aceitar um convite como esse. Não gosto de julgar e acho que pra algumas mulheres vale a pena sim. Pra quem tem fama e vai ganhar um bom dinheiro pra arrumar a vida ou ajudar a família, por exemplo. Mas acho que não gostaria de fazer e nem da repercussão, até porque não gostaria de ficar famosa a esse ponto, gosto da minha vida assim.
10: Quem são os seus compositores preferidos?
Paulinho da Viola, Tom Zé, Jards Macalé, Chico Buarque, Walter Franco, Arnaldo Antunes, Tom Jobim.
11: O que acha do trabalho do Teatro Oficina? Aceitaria um convite para trabalhar com o Zé Celso?
Acho um trabalho grandioso, importante e belo. Eu já quis trabalhar com o Zé, mas a vida sempre me levou por outros caminhos, nunca nem cheguei a tentar. Eu brinco que meu tempo de ter trabalhado com o Oficina já passou, que eu não teria agora afinidade com o trabalho deles. Mas não sei, sempre se pode mudar e eu respeito muito o que eles fazem.
12: Cite algumas peças de teatro que você adorou assistir.
“Primeiro Amor” de Samuel Beckett, com Marat Descartes
Direção: Georgette Fadel
“Diálogo Inútil do Abismo com a Queda”
Texto e direção: César Ribeiro
“O que você foi quando era criança?”
de Lourenço Mutarelli com a Cia da Mentira.
“Hamlet”, montagem do Peter Brook.
“A Vida na Praça Roosevelt”, de Dea Loher com o grupo alemão Talia theater.
“A Tragédia de Romeu e Julieta”, direção de Marcelo Lazzaratto
“Memória da Cana”, direção de Newton Moreno
13: Conte para os leitores do blog como foi a viagem à Cuba com os Satyros.
Uma experiência e tanto. Primeiro porque se trata de um lugar único e também por acompanhar nossa Phedra D. Córdoba que voltava pro seu país depois de 54 anos!
Montar um texto cubano e estrear em Cuba tem uma força extraordinária! Convivemos com aquela realidade, com o clima, a comida, as habitações, a cultura enquanto finalizávamos o espetáculo e extraímos muita força disso.
14: Qual é o seu signo,sua cor e sua fruta preferida?
Peixes, azul e abacaxi.
15: Como é a rotina de ensaios e a convivência com os atores dos Satyros?
Se estamos em processo novo, os ensaio são diários, bem puxados e intensos. Se estamos em cartaz, é uma rotina mais leve. O que acontece geralmente, é estarmos em cartaz e já ensaiando um processo novo...
Nossa convivência é ótima, gostamos de ficar juntos, somos uma família. Saímos muito juntos, marcamos almoços e jantares, viajamos. No ano passado fomos pra Paraty no Ano Novo, uma delícia!
16: O que Cléo De Páris mais gosta de fazer quando não está trabalhando?
Dormir, escrever, ler, ver amigos, ficar sozinha em casa, telefonar pra minha mãe.
17: Escrever no blog dá prazer? Você escreve poemas? Pensa em publicar livro?
Eu amo meu blog. Cuido como se fosse um diamante e me dá muito prazer. Também me deixa mais calma. Não escrevo poemas, até já escrevi mas não são bons. Eu gostaria de juntar meus textos preferidos e transformar num texto teatral, um solo. Talvez faça isso um dia, mas publicar livro seria pretensão demais pros meus rabiscos...
18: Felicidade é o peixinho morder a isca sem se machucar no anzol. Certa vez li esta
frase num poema infantil em seu blog. O que é a felicidade pra você?
É o peixinho morder a isca sem se machucar no anzol! Posso discorrer horas sobre isso, mas vai ser tudo pra explicar o que essa criança já disse. Somos muito afoitos, queremos muito e muito rápido, esquecemos de prestar atenção e perdemos o essencial, o simples, onde está a felicidade. Imaginamos uma felicidade imensa e sem fim, uma vida perfeita, sem medo, sem dor. Nunca vamos achar. O anzol vai existir sempre, a isca também. É preciso ter cuidado, paciência, serenidade e entendimento pra ser feliz. E precisa também lembrar que a felicidade acaba, depois volta, depois acaba, depois volta...
19: O que é o amor para você? O que é o sexo para você? Acredita no amor romântico?
A pergunta é complexa. Não sei dizer o que é o amor, mas sei que é preciso ser incansável quando se ama. Tem que ser um encontro mais forte do que os problemas. Qualquer tipo de amor, por um amigo, por um parente, por uma profissão, por um companheiro, é verdadeiro quando você não consegue se livrar dele facilmente, por causa de bobagens. O amor que acaba de repente, pra mim nunca existiu. O amor é forte e nos fortalece. Não acredito no amor romântico, tenho 37 anos e já me decepcionei bastante. Acredito no desafio de amar, no aprendizado, na perseverança. Romantismo é pra quem quer mentir. Sexo... é uma maravilha, que quando mal aproveitada, atrapalha mais do que ajuda.
20: O que é mais importante na vida para Cléo De Páris?
Minha família.
Clique e ouca
http://www.youtube.com/watch?v=ijslD3bfsbk